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PJ Vulter - Just Read It

Aqui fala-se de tudo... Desde a actualidade, nos seus múltiplos aspectos, ao desenvolvimento de consciências; passando - claro está - pela divulgação dos meus romances. Tudo o que tem de fazer é Ler: Just Read It.

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Novo Romance

O que nasce Torto...

22.03.19 | PJ Vulter

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Tenho ouvido que forças detractoras da Geringonça são de Direita, mas eu cá não sei...

É muito fácil apontar o dedo à Direita porque são os adversários tradicionais da Esquerda; e a gerigonça inclina-se muito para a Esquerda. No entanto, será que temos uma Direita suficientemente organizada para algo assim?

Não me parece... A Direita tem problemas internos que tem estado a tentar resolver; e que a tem mantido ocupada. Todavia, podem haver franjas da Direita, movimentos não organizados pela Direita oficial - afinal, por uma questão de ética, nunca se poderiam ver envolvidos nestes jogos - que pretendam demonstrar que esta opção governativa não serve.

E a Esquerda?

A Esquerda tem também os seus problemas internos; basta ver a debandada que houve recentemente no BE. Mas não podemos esquivar-nos à possibilidade de existirem maquinações para forçarem o governo a dobrar-se às suas vontades; ou até intenções de ganhar pontos junto do eleitorado, mostrando-lhes que a Esquerda efectiva está com o povo - é essa a sua bandeira.

Será o Centro?

Não. O Centro é um mito; não existe. O Centro é constituído por meninos e meninas, perdidos, em busca de qualquer coisa que os volte a trazer para a mó de cima. Se me perguntarem, direi que estão condenados ao desaparecimento... E eles sabem-no; por isso encostam frequentemente à Direita, mas apenas porque a sua espinha dorsal - ainda - não lhes permite encostarem à Esquerda... 

 

A Geringonça não é senão vitima do seu próprio ADN; uma certa ingenuidade política, misturada com patranhice, compadrios, chico-espertisse, e fome de poder...

 

Não me interpretem mal; eu adorei esta solução política. Quando ela surgiu, além de ter estabelecido um princípio que vários partidos na europa seguiram - Portugal, de novo, a mostrar novos caminhos ao mundo -, senti que pela primeira vez estávamos a assistir ao funcionamento pleno da Democracia. Mas não sou ingénuo; e, muito menos, penso que aquilo foi feito no interesse do país...

Era verdade que o país precisava de virar à Esquerda; essa era a única maneira de acabarmos com austeridade que tirava o pão da mesa a muita gente sem que com isso resolvesse os problemas de fundo. E a Gerigonça fez bem, e faz bem, a Portugal...

No entanto, como todas as soluções partidárias - isto é, fundamentadas em ideologias -, a Geringonça é limitada; à Esquerda, pelos seus parceiros de governação, e à Direita pelo próprio PS e, claro está, pela pouca oposição que tem. Portanto, não tem grande liberdade de movimentos...

E isto é assim pela forma como a Geringonça nasceu, porque, ao contrário da Geringonça de Da Vinci, resultado de uma engenharia maturada e cálculos matemáticos, esta, só teve engenharia de bolso...

O PS deveria ter dado cargos políticos aos seus parceiros de aliança, torná-los parte do governo e formalizado uma coligação, porque isto dar-lhe-ia, hoje, muito mais folgo. Se assim tivesse sido, hoje, os seus parceiros estariam realmente envolvidos e não eram só os facilitadores - uma espécie de compadrio New Age - em busca da próxima chantagem para o pressionarem e obterem, assim, o que querem. Mas assim não foi; o PS encheu toda a gente de patranhas, fez uso da famigerada - e tão portuguesa - chico-espertisse (desenrasca-me lá aqui que eu desenrasco-te depois)... E tudo para quê?

Para chegar ao poder. O Costa queria ser primeiro-ministro; era o próximo passo da sua carreira. Fora ministro, fora Presidente da Câmara de Lisboa, tornara-se líder do PS - sabe-se bem como - e faltava-lhe isto: ser primeiro-ministro.

E é por causa disto, desta fome de poder, que a Geringonça está condenada - nasceu torta; a manutenção da sua estrutura depende de inimigos naturais que não hesitarão em lembrar o senhor primeiro-ministro que ele depende deles para se manter lá.

Ainda assim, e apesar de tudo, as coisas têm-se mantido equilibradas e acredito que o barco chegue a bom porto; duvido é que volte a largar...

 

Revendo

A Vingança do Homem Morto